Sobre o curso

A oncologia urológica mudou de patamar em poucos anos. O PET-PSMA redesenhou o estadiamento do câncer de próstata, a patologia molecular passou a definir conduta, os anticorpos conjugados e a imunoterapia reescreveram o tratamento do câncer de bexiga, e as combinações de imunoterapia e antiangiogênicos redefiniram o câncer renal. Acompanhar esse ritmo exige mais do que revisar uma especialidade isolada: exige entender como radiologia, medicina nuclear, patologia, radioterapia e oncologia clínica se combinam em cada decisão.

O URO-ONCO foi construído com essa lógica. Sob a coordenação do Dr. Carlos Dzik — ex-coordenador de Oncologia Geniturinária do ICESP e líder da área na Rede Américas Brasil —, o curso reúne cinco especialistas de referência e percorre os quatro principais tumores urológicos em 21 aulas.

O programa começa pelas ferramentas diagnósticas, com uma aula dedicada a cada uma: radiologia, medicina nuclear e radio-oncologia. Depois percorre próstata, bexiga, rim e testículo, e cada tumor segue o mesmo percurso clínico — epidemiologia e fatores de risco, patologia convencional e molecular, doença localizada e doença avançada ou metastática. Em cada aula, o raciocínio parte do caso real: o que estratifica o risco, o que muda a conduta, quais toxicidades vigiar e como conduzir o seguimento.
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O que você aprenderá?

  • - Indicar e interpretar cada ferramenta diagnóstica no momento certo: ressonância multiparamétrica, uro-TC, PET-PSMA e PET-FDG.
  • - Ler um laudo de patologia urológica e extrair dele o que muda a conduta: graduação, subtipos histológicos, achados de alto risco e alterações moleculares.
  • - Estratificar risco nos quatro tumores e traduzir essa estratificação em decisão terapêutica.
  • - Conduzir o câncer de próstata em todo o espectro, da vigilância ativa à doença resistente à castração, incluindo a duração correta do bloqueio androgênico.
  • - Manejar o câncer de bexiga nas suas duas doenças distintas e dominar o novo padrão de primeira linha na doença avançada.
  • - Escolher entre as combinações de primeira linha no câncer renal metastático e planejar o sequenciamento após a falha.
  • - Tratar o tumor germinativo de testículo evitando excesso de tratamento, com atenção ao seguimento e aos efeitos tardios.
  • - Reconhecer e manejar as toxicidades dos tratamentos modernos, de eventos imuno-mediados a neuropatia e toxicidade cutânea.

Conteúdo do curso

Ferramentas Diagnósticas
As três especialidades que sustentam toda decisão em oncologia urológica, cada uma apresentada por quem a pratica. O módulo estabelece a base de leitura de exames e de indicação terapêutica que será usada em todos os módulos seguintes.

Próstata
O tumor mais prevalente do curso e o que mais concentra decisões difíceis: quem tratar, quando apenas vigiar e como intensificar. Seis aulas percorrem o caminho completo, da epidemiologia à doença resistente à castração.

Bexiga
Duas doenças biologicamente distintas sob o mesmo nome: a não músculo-invasiva, altamente recorrente, e a músculo-invasiva, que exige decisão rápida. O módulo cobre as duas, além da doença avançada, onde a terapia mudou radicalmente nos últimos anos.

Rim
Um tumor cuja incidência sobe por detecção incidental enquanto a mortalidade fica em platô — o que torna a decisão de quando tratar tão importante quanto a de como tratar.

Testículo
O tumor sólido com maior taxa de cura do curso — e, por isso mesmo, aquele em que evitar o excesso de tratamento e cuidar dos efeitos tardios faz parte do sucesso terapêutico.

Classificações e revisões de estudantes

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