Sobre o curso

Os Erros Inatos da Imunidade — também chamados de imunodeficiências primárias — vão muito além das infecções de repetição. Eles se manifestam como autoimunidade, autoinflamação, alergia grave, alterações hematológicas e até como câncer, e por isso chegam ao consultório de várias especialidades sem serem reconhecidos. O intervalo entre o primeiro sintoma e o diagnóstico ainda é medido em anos, e nesse intervalo o paciente acumula sequelas evitáveis.

Este curso foi construído para encurtar esse caminho. Sob a coordenação do Prof. Dr. Antônio Condino Neto, professor sênior de imunologia da USP e referência nacional na área, um corpo docente de especialistas percorre os grandes grupos de Erros Inatos da Imunidade seguindo a classificação internacional da IUIS — a mesma lógica usada pelos consensos mundiais.

A cada aula, você vê o mecanismo imunológico, o fenótipo clínico que ele produz, a investigação laboratorial que confirma a suspeita e a conduta, incluindo as terapias-alvo mais recentes. O curso começa pelo desenvolvimento do sistema imune e pelos sinais de alerta, atravessa os defeitos celulares, humorais, de regulação, de fagócitos, da imunidade inata, do complemento e as fenocópias, e termina na terapia de reposição de imunoglobulinas — o tratamento que mais muda a vida desses pacientes.
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O que você aprenderá?

  • - Reconhecer quando um quadro clínico deve levantar suspeita de Erro Inato da Imunidade, além do fenótipo de infecções de repetição.
  • - Aplicar os sinais de alerta e montar o roteiro de investigação laboratorial inicial, do hemograma aos testes funcionais.
  • - Navegar a classificação internacional da IUIS e situar cada doença no grupo certo.
  • - Diferenciar os grandes grupos — combinadas, sindrômicas, defeitos de anticorpos, desregulação imune, fagócitos, imunidade inata, autoinflamatórias, complemento e fenocópias — por mecanismo e por apresentação clínica.
  • - Interpretar exames-chave: imunofenotipagem, dosagem de imunoglobulinas, resposta vacinal, TREC/KREC, CH50/AH50 e testes funcionais.
  • - Identificar as situações de urgência, como a SCID, em que o tempo até o transplante define a sobrevida.
  • - Indicar e conduzir a terapia de reposição de imunoglobulinas, incluindo contraindicações, vias de administração e imunodeficiências secundárias.
  • - Conhecer as terapias-alvo por mecanismo, de anti-IL-1 e anti-TNF a inibidores de JAK e mTOR.

Conteúdo do curso

Fundamentos: a porta de entrada do diagnóstico
Antes de percorrer as doenças, este módulo estabelece a base: como o sistema imune amadurece, por que ele falha de formas tão diferentes e o que deve acender o alerta na consulta. É a aula que ensina a suspeitar — e a pedir os exames certos na ordem certa.

Quando o defeito é celular: imunodeficiências combinadas
Os quadros mais graves e mais urgentes do curso. Aqui o defeito atinge o linfócito T e, com ele, toda a resposta imune — são os casos em que o tempo até o diagnóstico decide o desfecho. O módulo cobre desde a emergência pediátrica clássica até as formas sindrômicas, que chegam disfarçadas de outra coisa.

Anticorpos e tolerância: os defeitos mais prevalentes
O grupo que o clínico mais encontra na prática, e também o mais subdiagnosticado. Este módulo trata dos defeitos de anticorpos, os mais frequentes de todos, e da desregulação imune, em que o problema não é a falta de defesa, mas a perda do controle — autoimunidade e hiperinflamação como porta de entrada do diagnóstico.

A primeira linha de defesa: fagócitos, imunidade inata, autoinflamação e complemento
A imunidade inata falha de maneiras muito características — e cada uma delas tem uma assinatura clínica que permite suspeitar antes do teste genético. Este módulo reúne os quatro grupos que compõem essa primeira linha: os fagócitos, a imunidade inata e intrínseca, as doenças autoinflamatórias e o sistema complemento.

Fronteiras do diagnóstico e tratamento
O fechamento do curso. Primeiro, o grupo que desafia a própria definição de Erro Inato da Imunidade: quadros idênticos aos genéticos, mas adquiridos. Depois, o tratamento que sustenta a maior parte desses pacientes ao longo da vida.

Classificações e revisões de estudantes

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